INHAMBUS - Blog

Existem 47 espécies de aves nesta família de aves. Inhambu (Tinamous)  são aves parecidas com galinhas e são encontradas no México, América Central e América do Sul. Eles são pássaros terrestres e são encontrados em densas florestas tropicais, cerrados abertos e nas bordas da floresta. Inhambu (Tinamous)  são castanho ou cinzento-castanho e geralmente têm pontos ou barras. Eles têm um corpo roliço; asas curtas e arredondadas; e uma cabeça pequena. Eles são aviadores fracos e passam a maior parte do seu tempo no chão.   Inhambu (Tinamous)  tem quatro dedos dos pés, três dedos para a frente e um dedo para trás. Forragem minúscula no chão para comer sementes, raízes, frutos e insetos. Os machos acasalam com 3-4 fêmeas. As fêmeas colocam seus ovos no mesmo ninho. O macho incuba os ovos por 17 a 20 dias e cuida dos filhotes por cerca de um mês. Inhambu – Características Mede 25 cm de comprimento.   O seu bico é vermelho vivo (com a ponta negra no macho). Pelagem é vermelho pálido, seu manto (costas) é castanho-escuro. A cabeça e o pescoço são cinzento-escuros, a garganta e o meio da barriga, brancos, o resto do lado inferior, cinzento. Os lados da barriga e as coberteiras inferiores da cauda são pretas com largas orlas esbranquiçadas. As pernas são roxo-encarnadas. O macho é bem menor que a fêmea. Habitat:  Matas secundárias, capoeirões secos, caatinga, canaviais. Ocorrência:  No Brasil ocorre no Nordeste, Leste, Sul (até o Rio Grande do Sul) e no Centro-Oeste. Ocorre ainda no Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina. Hábitos   Desconfiados, imobilizam-se instantaneamente de pescoço ereto, parte posterior do corpo levantada ou deitam-se. Indivíduos assustados por um tiro às vezes fingem-se de mortos. Alçam vôo apenas como último recurso, sendo o mesmo pesado e retilíneo. São quase incapazes de evitar obstáculos, mas pilotam relativamente bem quando planam para aterrissar. Alimentação Comem não só bagas, frutas caídas (ex. merindibas, tangerinas e coquinhos de palmito) como folhas e sementes duras. Procuram pequenos artrópodes e moluscos que se escondem no tapete de folhagem apodrecida; viram folhas e paus podres com o bico à procura do alimento, jamais esgravatando o solo com os pés como fazem os galináceos. Às vezes pulam para apanhar algum inseto.Bebem regularmente sempre que houver água. Engolem pedrinhas; os filhotes dependem de alimento animal. Reprodução Andam aos casais. O ovo é de cor chocolate-claro rosáceo. A incubação tem duração de 19 a 21 dias. Período Reprodutivo:  julho a outubro Locais de observação:  Cambarazal, Cerradão, Cerrado, Mata ciliar rio Cuiabá, Mata Seca Manifestações sonoras: Voz:  Atinge um volume alto em comparação ao seu tamanho, as vocalizações entre os sexos são diversas. Quando está assustado emite um tremulado. Distribuição:  No Brasil ocorre no Nordeste, Leste, Sul (até o Rio Grande do Sul) e no Centro-Oeste; no Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina. Predadores naturais Gatos-do-mato, raposas, guaxinins, furões, iraras, gambás, gaviões e corujas. Os ninhos podem ser saqueados por cobras, macacos, gambás e até mesmo pelo taman duá-bandeira. Preservação Essas aves se aproveitam do desmatamento e se infiltram até em áreas cultivadas. Estão ameaçadas pelo emprego de inseticidas, espalhados indiscriminadamente por toda parte. Comem formigas cortadeiras envenenadas por iscas granuladas e carrapatos mortos caídos do gado tratado. Consta que o xintã revela extraordinária resistência às modificações ambientais. A caça e a destruição do habitat são as principais ameaças. Inhambu – Espécies As 14 espécies brasileiras deste gênero representam um tipo homogêneo quanto ao feitio, variando apenas de tamanho e um tanto no colorido. Algumas espécies são de cor uniforme, outras têm abundantes desenhos de linhas escuras no dorso e sobre as asas. A cauda ou falta ou é representada por penas tão curtas, que as coberteiras as escondem. Os dois sexos quase que não se diferenciam. São aves que vivem no chão, alimentando-se de frutos e sementes; voam pouco. Os ovos são lisos e lustrosos, de cores verde-azulada ou branco-chocolate. Conquanto, pelas suas dimensões menores, estas aves não proporcionem ao caçador tanta carne como os mutuns e jacus, a caça aos inambus é das mais apreciadas. E onde ainda haja matas, nas quais ao menos nos meses da procriação seja proibido perseguir as aves, é fácil abater pelo menos alguns inambus em uma manhã. Quem souber “piar” (ou com o pio apropriado ou simplesmente soprando no côncavo das mãos, de modo a produzir o som adequado), consegue atrair a caça, escondida no mato. Aproximando-se aos poucos e respondendo sempre ao suposto companheiro, a ave chega a pousar tão perto do caçador que este às vezes fica sem saber como deve atirar. Cada espécie de inambu pia de modo diverso, porém todas elas emitem apenas assobios curtos, cheios e sonoros, repetidos no mesmo tom ou formando escala ascendente ou descendente. Os pios das duas espécies mais comuns no Sul, o “guaçu” e o “chororó”, imitam-se bem assobiando e mantendo um pouco de saliva na ponta da língua encurvada, para assim emitir som trinado. A espécie maior assobia uma escala ascendente, a menor, ao contrário, desce a escala cromática e ambas apressam os intervalos e a duração das notas finais. Conquanto piem principalmente de manhã e à tardinha, também durante o dia se lhes ouve a voz. 0 “jaó” que pertence ao mesmo gênero, emite apenas 4 notas, também apressadas no final. As crianças facilmente apanham os inambus, armando laços em lugares previamente cevados. Alguns grãos de milho conduzem a ave para o laço, armado um pouco à margem do trilho, para que fique ao abrigo dos transeuntes. Uma varinha flexível mantém distendido o fio, armado como uma ratoeira comum e basta a ave bicar o primeiro grão, para que o laço lhe aperte o pescoço. A quem souber armar bem tais laços, raramente escapa a descuidosa avezinha. O povo achou tão singular a falta de penas caudais nestas aves, que aproveitou o fato para um provérbio:  “Inambu, de tanto fazer favor, ficou sem rabo”; assim o caipira confirma o conceito do ditado mais em voga na cidade: “Quem empresta, não melhora”. Inhambu – Nome No aspecto, o  inhambu macho  confunde-se com a fêmea, mas é bem distinto no modo de piar. Apreciadas como canoras, essas aves voam mal, habitam capoeiras ou capões de mato e preferem construir seus toscos ninhos no solo. Dá-se o nome de  inhambu , inambu, nhambu ou nambu a diversas aves da ordem dos tinamiformes, pertencentes aos gêneros Crypturellus, Tinamus e Taoniscus da família dos tinamídeos. Sua aparência e seus hábitos lembram muito os dos galiformes, o que levou a sua inclusão, durante longo tempo, nessa ordem. Têm a plumagem variegada, com predominância de tons castanhos, pretos e cinzentos, e medem de 13 a 41cm de comprimento. Até certo ponto onívoros, alimentam-se sobretudo de frutas e sementes caídas que apanham no chão, onde se movem com desembaraço. Os  inhambus  estão entre as poucas aves em que o macho se incumbe da tarefa de chocar e criar filhotes. Os ovos são dos mais belos que se conhecem:  lembram, pela textura, a porcelana e assumem cores variadas, como azul, verde, rosa, vinho e chocolate. A incubação dura cerca de vinte dias. Os machos costumam camuflar os ninhos com folhas e guiam os filhotes nos primeiros dias de vida. Típicos das Américas Central e do Sul, os inhambus ocorrem do México à Argentina. A maior espécie brasileira, com 41cm, é o inhambu-de-cabeça-vermelha (Tinamus major), da Amazônia. A menor, com 13cm, o inhambu-carapé (Taoniscus nanus), que se distribui pelo centro-sul do país. O inhambuguaçu (Crypturellus obsoletus) mede 29cm e é típico das matas densas das serras do Sudeste. Classificação científica Nome científico:  Tinamidae Nome Popular:  Inhambu Reino:  Animalia Filo:  Chordata Classe:  Aves Ordem:  Tinamiformes Família:  Tinamidae
"O homem pantaneiro tem em sua formação a presença do índio em todas as suas características. É um povo que vive da natureza com os elementos, terra e água cujas limitações imprimem à sua vida uma forma integrada e bem diferenciada dos outros povos. Um estilo de vida aparentemente duro e difícil para quem não está habituado com aquele modo de viver. Entretanto, com o tempo passou a ser parte intrínseca do seu meio, onde convive em harmonia com a natureza, com a família e consigo mesmo. O homem do campo, como também é chamado pelos habitantes locais, entende os fenômenos naturais sem mesmo nunca tê-los estudado em escola formal. Sabe quando plantar, quando colher, quando apartar o gado. Mas o que se pode ver é que a intromissão da tecnologia atrapalha o seu modo de ser porque o meio ambiente obedece a ritmo de viver do homem. Prova disso são as novas estradas, os desmatamentos, até mesmo os caminhões que transportam o gado de fazenda a fazenda, ou da área rural para a urbana para minimizar o tempo gasto no transporta das boiadas, pois acaba lhes tirando a mão-de-obra. A modificação leva para o extermínio do viver e a ecologia nunca mais será a mesma. O patrimônio inerente a este espaço natural exige sua identificação e sua manutenção dentro de sua característica. A violação destrói a sua cultura tentando impor outra que não a sua própria. O viver na imensa área do Pantanal, com suas adversidades não apresenta nenhuma dificuldade, nem rusticidade, porque já está acostumado com isso. Afinal de contas, já nasceu ali, cresceu ali e convive ali. Convivendo na realidade de uma região inóspita, tem como meio de transporte mais utilizado o cavalo pantaneiro, resistente ao trabalho dentro d'água, e as embarcações de variados tamanhos e tipos. Distante dos recursos das cidades, o homem do Pantanal aprendeu a retirar do ambiente que o cerca as substâncias especiais para utilização medicinal, herança dos índios - antigos habitantes - e dos povos vizinhos como os paraguaios e bolivianos. Peão ou fazendeiro, integrado a tudo que o rodeia, sabe que as ações da natureza, enchentes e secas, são responsáveis pela riqueza e vida no Pantanal. As distâncias e o difícil acesso às demais regiões fizeram-no acostumar-se ao isolamento e à solidão, o que é quebrado quando ele manifesta o sentimento de cooperação no manejo do gado ou na participação de festas tradicionais em fazendas vizinhas. "
Reportagem Globo Rural 2003 ''MUTIRÃO do Porco na Serra da Canastra'' Delfinópolis mg   https://www.youtube.com/watch?v=1oVnhWpeI-4
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